{"id":4537,"date":"2017-08-14T15:24:40","date_gmt":"2017-08-14T15:24:40","guid":{"rendered":"http:\/\/federacaobandasportalegre.pt\/pt\/?p=4537"},"modified":"2017-08-14T15:26:59","modified_gmt":"2017-08-14T15:26:59","slug":"filarmonica-do-crato-em-intercambio-nos-acores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/federacaobandasportalegre.pt\/pt\/?p=4537","title":{"rendered":"FILARM\u00d3NICA DO CRATO EM INTERC\u00c2MBIO NOS A\u00c7ORES"},"content":{"rendered":"<p>SERRA DA RIBEIRINHA, TERCEIRA &#8211; 10 a 17 DE JULHO DE 2017<\/p>\n<p>A Filarm\u00f3nica do Crato viveu dias memor\u00e1veis na Terceira. Depois de ter estado na ilha do Pico h\u00e1 13 anos (agosto de 2004), o grupo do Crato deslocou-se \u00e0 ilha Terceira, em interc\u00e2mbio com a Sociedade Filarm\u00f3nica Uni\u00e3o Cat\u00f3lica da Serra da Ribeirinha, localidade a cerca de 5 quil\u00f3metros da bela cidade de Angra do Hero\u00edsmo. A desloca\u00e7\u00e3o decorreu entre 10 e 17 de julho e a comitiva foi composta por 65 pessoas, entre eles 45 m\u00fasicos, 5 diretores e o maestro e os restantes eram acompanhantes visto que a Banda \u00e9 composta por muita gente jovem e houve necessidade de os mesmos se fazerem acompanhar de um familiar adulto. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, da comitiva de 2004, apenas resistem 5 elementos: o maestro Humberto Damas e os m\u00fasicos Miguel e Francisco Baptista e M\u00e1rio Narciso, o outro elemento, Jos\u00e9 Belo, agora m\u00fasico e secret\u00e1rio da Banda, j\u00e1 era diretor nessa \u00e9poca (secret\u00e1rio da Assembleia).<br \/>\nEste interc\u00e2mbio foi preparado em tempo recorde, o que trouxe alguns problemas \u00e0 Dire\u00e7\u00e3o e m\u00fasicos visto que apenas no final de Abril nos chegou o convite. A verdade, \u00e9 que a Banda da Serra da Ribeirinha tinha tudo preparado h\u00e1 v\u00e1rios meses e a banda convidada, do centro do pa\u00eds, informou que n\u00e3o poderia cumprir o combinado. Da\u00ed para a frente a Dire\u00e7\u00e3o da Banda a\u00e7oriana desenvolveu uma maratona de contactos com bandas do continente at\u00e9 que, depois dos colegas de Redondo darem o contacto do Presidente da Federa\u00e7\u00e3o de Bandas de Portalegre, Miguel Baptista, este lan\u00e7ou o repto a Filipe Belo e em poucas horas ou dias, o Crato disse presente, resolvendo um enorme problema \u00e0 banda terceirense. E come\u00e7ou uma aventura muito trabalhosa da dire\u00e7\u00e3o da Filarm\u00f3nica do Crato e do maestro e m\u00fasicos ao prepararem tudo em dois meses. Foi uma maratona e um rol de problemas resolvidos. Infelizmente, um ou outro m\u00fasico n\u00e3o p\u00f4de seguir com a Banda e foi necess\u00e1rio recorrer a outros de fora do Crato.<br \/>\nAssim sendo, o grupo reuniu-se na madrugada de 10 de julho na sede da banda e l\u00e1 seguiu para o aeroporto cerca da uma da manh\u00e3. A viagem a\u00e9rea foi perto das 8 da manh\u00e3, em avi\u00e3o da TAP, via Funda\u00e7\u00e3o INATEL, que muito trabalhou na sua sede em Portalegre para que esta viagem decorresse bem. Para muitos, foi o batismo de voo mas eram poucos os que estavam apreensivos. Depois da largada, e l\u00e1 no alto, tudo ficou mais calmo, mas muitos s\u00f3 ficaram descansados ap\u00f3s a aterragem na base das Lages, perto das 10 horas, uma a menos na Terceira. E foi a\u00ed que tudo come\u00e7ou\u2026Logo pela rece\u00e7\u00e3o todos ficaram com a sensa\u00e7\u00e3o do que iriam viver. As boas vindas tiveram um staff de cerca de uma dezena de carrinhas e uma camioneta para as malas e seguimos de imediato por um circuito de belas paisagens de rara beleza paisag\u00edstica no interior da ilha passando (Serra do Cume) por v\u00e1rios miradouros. A chegada \u00e0 Ribeirinha, em especial \u00e0 Serra, foi ainda pela manh\u00e3 e aguardava-nos um bom grupo de m\u00fasicos, que nos recebeu de imediato com a inevit\u00e1vel m\u00fasica, \u00e0 qual come\u00e7aram a responder v\u00e1rios m\u00fasicos da nossa banda, \u00e0 medida que conseguiam encontrar os seus instrumentos que vinham no meio de muitas malas. E a amizade e uni\u00e3o come\u00e7ou a imperar desde cedo.<\/p>\n<p>Refira-se que durante toda a estadia a Banda da Ribeirinha e os seus elementos tiveram sempre a preocupa\u00e7\u00e3o de que os cratenses estivessem bem e que toda a gente disfrutasse daqueles dias o melhor poss\u00edvel. E assim foi. At\u00e9 mesmo os habitantes da localidade, mesmo o de l\u00e1 de baixo (porque havia rivalidade e at\u00e9 mesmo outra banda na mesma localidade), interpelavam os continentais para saberem se estavam a gostar e se estava tudo a correr bem. Tudo foi feito para nos proporcionar dias felizes. O grupo de pessoas respons\u00e1vel pelos pequenos-almo\u00e7os e refei\u00e7\u00f5es assim como os condutores de carrinhas e acompanhantes e os funcion\u00e1rios do bar da banda eram imensos e foram extraordin\u00e1rios, alguns mal dormiam (em especial as senhoras da cozinha, comandadas pela esposa do Presidente da Dire\u00e7\u00e3o, Luciana Galante, quem fez o contacto inicial). Os alojamentos foram bastante satisfat\u00f3rios e os cerca de 40 homens ficaram no sal\u00e3o da sede da banda e as mulheres no palco. E tudo correu bem e a log\u00edstica dos banhos e outras atividades nas wc esteve sempre bem assegurado.<\/p>\n<p>Durante estes dias, n\u00e3o faltaram as festas, os terceirenses dizem com vaidade que os A\u00e7ores t\u00eam 8 ilhas e um Parque de Divers\u00f5es, que \u00e9 a Terceira. Verdade seja dita, durante seis meses, todos os dias h\u00e1 uma romaria, um baile ou arraial ou uma tourada na ilha. Integrados nas festas da Ribeirinha n\u00e3o faltaram as marchas de S. Jo\u00e3o, por duas vezes, com todos os participantes vestidos a rigor e algumas at\u00e9 vinham de Angra (uma delas era da m\u00e3e do futebolista do Benfica, Eliseu). Tamb\u00e9m n\u00e3o faltaram os bailes (houve o do Leite do Bodo ap\u00f3s a prociss\u00e3o em honra de Santo Ant\u00e3o) e concertos (um na Serra da Ribeirinha e outro em Angra do Hero\u00edsmo, junto ao edif\u00edcio da C\u00e2mara Municipal, que pode ser visto no facebook na \u00edntegra e que foi de enorme qualidade. Houve tamb\u00e9m as participa\u00e7\u00f5es religiosas com uma prociss\u00e3o com 3 bandas (em honra do Padroeiro da freguesia, S\u00e3o Pedro) e algumas atividades dedicadas aos touros, desde uma tourada antecedida de comes e bebes para toda a popula\u00e7\u00e3o no centro (interior) da ilha, ou melhor, no tentadeiro da Casa Agr\u00edcola Jos\u00e9 Albino Fernandes e visita aos bois a pastar no campo em locais de dif\u00edcil acesso , uma tourada \u00e0 corda na localidade, uma largada de bois pelas ruas e uma curiosa largada de carneiros, que foi do agrado de todos.<br \/>\nHouve um dia dedicado aos cumprimentos a todas as entidades da localidade tendo a Filarm\u00f3nica do Crato sido muito bem recebida e sempre com comidas e bebidas (beberetes), em especial no Grupo Folcl\u00f3rico e Etnogr\u00e1fico da Ribeirinha Recordar e Conhecer, que tinha um museu fant\u00e1stico e na banda vizinha, Sociedade Filarm\u00f3nica Recreio dos Lavradores da Ribeirinha, que tamb\u00e9m j\u00e1 fez um interc\u00e2mbio com a nossa cong\u00e9nere de Gavi\u00e3o. Tamb\u00e9m se visitou o Grupo Desportivo Boavista, Clube os Lobos e a Junta de Freguesia.<br \/>\nO passeio por Angra do Hero\u00edsmo e pela sua monumentalidade foi maravilhoso. Fic\u00e1mos a saber imenso sobre a hist\u00f3ria da localidade e mesmo do pa\u00eds. Trata-se de uma cidade patrim\u00f3nio da humanidade com todo o merecimento. O patrim\u00f3nio edificado aliado ao patrim\u00f3nio natural e aos lindos e bem tratados jardins deixou todos encantados.<\/p>\n<p>Os museus, o pal\u00e1cio dos Capit\u00e3es generais, a hist\u00f3ria da perda da independ\u00eancia para a Espanha e a interven\u00e7\u00e3o do \u201cnosso\u201d D. Ant\u00f3nio Prior do Crato, o papel de Angra nas lutas liberais no s\u00e9culo XIX, levou a que a cidade fosse por duas vezes capital do reino. A sua localiza\u00e7\u00e3o, defendida pelo istmo do Monte Brasil (com vistas espetaculares para a cidade, uma fortaleza que ainda \u00e9 quartel do ex\u00e9rcito e que visit\u00e1mos e uma cratera de vulc\u00e3o espantosa com vegeta\u00e7\u00e3o nativa) proporcionava a que todas as naus e caravelas do Brasil e da \u00cdndia ali aportassem, abastecessem e por vezes, trocassem de barcos e tripulantes. Refira-se que na visita \u00e0 C\u00e2mara Municipal, momentos antes do concerto noturno a meio da semana, o Presidente da edilidade sugeriu uma gemina\u00e7\u00e3o Angra\/Crato pela raz\u00e3o de termos em comum D. Ant\u00f3nio Prior do Crato, que ainda reinou em 1580 e mais alguns anos na Terceira.<\/p>\n<p>Houve ainda um passeio junto ao litoral da ilha por v\u00e1rios pontos de interesse e miradouros onde foi poss\u00edvel ver espa\u00e7os lind\u00edssimos e vistas maravilhosas, com pequenas praias de areia, rochas ou apenas com pranchas. E os mais jovens n\u00e3o perderam a hip\u00f3tese de se banharem e a \u00e1gua era apetec\u00edvel, muito limpa e mais salgada. Esse passeio culminou na outra cidade e concelho da ilha, a Praia da Vit\u00f3ria, local onde se fez praia na areia escura.<\/p>\n<p>N\u00e3o faltaram os piqueniques em passeio e as visitas ao interior da ilha, com locais do melhor que h\u00e1 no mundo. Eram caldeias de vulc\u00e3o enormes, rodeadas de vegeta\u00e7\u00e3o esplendorosa e rara, original e com as vacas leiteiras e o gado bravo aqui e ali a pintalgarem a paisagem. A visita ao Algar do Carv\u00e3o, gruta vulc\u00e2nica, \u00fanica do mundo, com longas escadarias at\u00e9 um pequeno lago no fundo, resultante de uma explos\u00e3o vulc\u00e2nica que deixou um buraco no cimo da terra e galerias at\u00e9 muitos metros de profundidade, foi algo de transcendente que deixou a gruta do Natal bem mais abaixo na escala da beleza. Refira-se que ningu\u00e9m pagou entradas (apenas os acompanhantes), foi a Filarm\u00f3nica do Crato quem assumiu a despesa.<\/p>\n<p>Outro momento interessante prendeu-se com a visita a adegas, museus de artes e of\u00edcios e de como era a vida rural h\u00e1 algumas d\u00e9cadas atr\u00e1s (Quinta do Martelo, adega em Biscoitos). Houve ainda espa\u00e7o para banhos na praia dos Biscoitos (localidade onde eram fabricados os biscoitos para os navegadores levarem como \u00fanico alimento muitas vezes nas naus e caravelas), espa\u00e7o muito apraz\u00edvel e que mesmo com alguma chuva \u00e0 mistura, que nem atrapalhava, permitiu a muitos um retemperador banho de praia recolhida, ou seja, no meio de pedras. Esta aldeia \u00e9 uma das 7 finalistas das aldeias de Portugal. O monte de Santa B\u00e1rbara, ponto mais alto da ilha com 1021m, permitiu a todos terem a no\u00e7\u00e3o da grandeza da ilha, que tem 402,2 Km2, com 29 Km de comprimento e 18 de largura perfazendo um per\u00edmetro de cerca de 90 Km. Deste local, foi poss\u00edvel avistarmos as vizinhas ilhas de S. Jorge, Pico e Graciosa, apenas n\u00e3o se via o Faial porque era tapado pelo Pico. Curiosamente, o concelho do Crato tem 398,07 Km2, quase o tamanho da Terceira.<br \/>\nOutro passeio do agrado de todos foi uma volta de barco de pouco mais de uma hora, a pre\u00e7o especial, ao qual aderiu quase toda a comitiva e que consistiu em sair do porto de Angra do Hero\u00edsmo at\u00e9 ao ilh\u00e9u das Cabras, que se separou em dois, que se avistava da Ribeirinha embora a localidade n\u00e3o fosse mesmo junto ao mar devido a altura da costa nessa zona. Curiosamente, os ilh\u00e9us pertencem a uma fam\u00edlia da Ribeirinha, que at\u00e9 possui uma jovem na banda a tocar saxofone soprano. N\u00e3o faltaram os banhos em \u00e1guas muito profundas, que deixaram todos os corajosos e corajosas bastante satisfeitos visto que a \u00e1gua era extremamente l\u00edmpida e estava a uma temperatura muito agrad\u00e1vel, cerca de 23\u00ba. A viagem foi feita em duas vezes, ou seja, houve necessidade de fazer 2 grupos.<\/p>\n<p>Ainda no passeio pelo interior da ilha, foi-nos dado a ver uma zona de furnas \u2013 Furnas do Enxofre, em que se via o fumo vulc\u00e2nico a sair da terra e se sentia o calor da mesma. Este local era fascinante tamb\u00e9m pela vegeta\u00e7\u00e3o natural envolvente.<br \/>\nFoi tamb\u00e9m poss\u00edvel visitarmos f\u00e1bricas de queijo, provar o belo alimento das ilhas a\u00e7orianas e a visita \u00e0 Nova A\u00e7ores, grande f\u00e1brica de carnes, iogurtes e demais produtos (Nova A\u00e7ores), que foi do agrado de todos at\u00e9 porque envia muitos dos seus melhores produtos para o Continente e estrangeiro.<br \/>\nA n\u00edvel gastron\u00f3mico, os nossos anfitri\u00f5es tudo fizeram para nos agradar. O leite era de excelente qualidade, produ\u00e7\u00e3o do presidente da banda, a manteiga, ao contr\u00e1rio do Pico, j\u00e1 era de f\u00e1brica, o peixe voltou a ser de excelente qualidade e a carne de vaca era de elevado valor. N\u00e3o faltou a chanfana, as sopas do Esp\u00edrito Santo e o cozido. A fruta, em especial as bananas locais, eram pequenas, mas de um sabor e do\u00e7ura \u00fanicos. Enfim, os doces, as mesas postas e cheias, os \u201cpica, pica\u201d, os \u201cmata-bicho\u201d, a cerveja, o vinho, enfim, tudo o que nos era dado a provar, mesmo o marisco com os caranguejos, lapas, etc., era de muita qualidade. Nada nos faltou.<\/p>\n<p>Os A\u00e7ores s\u00e3o lindos, de uma natureza real e intacta, com paisagens deslumbrantes e do melhor que h\u00e1 no mundo, que come\u00e7am a ser cada vez mais conhecidos pelos turistas desde que as companhias \u201clow-cost\u201d puderam aterrar nos aeroportos locais. O edificado tamb\u00e9m \u00e9 muito interessante e n\u00e3o h\u00e1 muitos atropelos \u00e0 paisagem, no entanto, o que as ilhas t\u00eam de melhor, s\u00e3o as pessoas. O a\u00e7oriano \u00e9 aut\u00eantico, honesto, amigo, que gosta de receber bem e que tudo faz para tal. \u00c9 de uma generosidade infinita\u2026<br \/>\nDeixamos um enorme obrigado ao senhor Ant\u00f3nio Galante, Presidente da Banda da Ribeirinha, que nunca descansou, a quem dissemos que por detr\u00e1s de um grande homem est\u00e1 sempre uma grande mulher, ao que ele respondeu: \u201cduas\u201d. E \u00e9 verdade, a filha do casal Galante, a promissora flautinista da banda, L\u00e9nia Galante, tamb\u00e9m foi inexced\u00edvel e uma extens\u00e3o dos pais. Um bem-haja a todos os m\u00fasicos da Ribeirinha, \u00e0s senhoras e senhores da cozinha, ao maestro e a todos os habitantes da Ribeirinha e da Serra da Ribeirinha pelo prazer que foi termos contactado com eles e conhecido locais deslumbrantes vivendo momentos de muita amizade e uni\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre os jovens das duas bandas e n\u00e3o s\u00f3, tamb\u00e9m entre os mais velhos, imperou a amizade e companheirismo e uma conviv\u00eancia muito s\u00e3 e aut\u00eantica. A estas palavras, n\u00e3o s\u00e3o alheios os rostos e os semblantes no momento da partida e da despedida, tanto na Ribeirinha como nas Lages. Houve muito abra\u00e7o forte e l\u00e1grimas, sin\u00f3nimo de tudo o que atr\u00e1s foi dito.<\/p>\n<p>No que respeita \u00e0 Filarm\u00f3nica do Crato, est\u00e3o todos de parab\u00e9ns, desde a Dire\u00e7\u00e3o, que trabalhou de forma profissional e exaustiva, o maestro, que preparou a banda da melhor forma tendo deixado uma impress\u00e3o muito boa nos A\u00e7ores, tanto na Ribeirinha (prociss\u00f5es, arruadas, touradas e concerto) como em Angra e, aos m\u00fasicos que se comportaram sempre bem e fizeram uma boa camaradagem entre as duas bandas, muitos deles tiveram de alterar f\u00e9rias e outras quest\u00f5es da vida para poderem comparecer a t\u00e3o importante desloca\u00e7\u00e3o. Este tipo de passeios, mesmo com trabalho\/atua\u00e7\u00f5es pelo meio e muitas visitas, \u00e9 fundamental para cimentar as associa\u00e7\u00f5es, sejam bandas ou outro tipo de grupos culturais ou desportivos. Muitos dias juntos, ajudam a que nos conhe\u00e7amos melhor e a fortalecer a amizade e o esp\u00edrito de perten\u00e7a. E isso foi sobejamente alcan\u00e7ado mais uma vez. De tempos a tempos \u00e9 fundamental um evento desta natureza.<\/p>\n<p>Para esta miss\u00e3o, a Filarm\u00f3nica do Crato teve a ajuda de alguns m\u00fasicos exteriores \u00e0 nossa banda de forma a colmatarem algumas lacunas ou faltas de m\u00fasicos das nossas fileiras. Assim sendo, tivemos a ajuda de dois jovens na percuss\u00e3o: o Bernardo Faustino, de Nisa e o seu amigo e colega na Escola Profissional da Covilh\u00e3, o Paulo Estrela, de Manteigas, mas da outra banda (a Velha), n\u00e3o da Nova com quem a Filarm\u00f3nica do Crato j\u00e1 fez pelo menos mais de meia d\u00fazia de interc\u00e2mbios. Estes jovens foram fant\u00e1sticos e fizeram uma enorme camaradagem. Tamb\u00e9m o Presidente da Banda de Nisa, Jo\u00e3o Maia, foi dar uma ajuda nos trompetes visto que o cratense Ant\u00f3nio Borrego teve impedimentos de \u00faltima hora na Banda da For\u00e7a A\u00e9rea. Outro elemento, que vem tocando h\u00e1 algum tempo na nossa banda e que at\u00e9 j\u00e1 pode ser considerado dos nossos quadros trata-se do saxofonista Lu\u00eds Braz\u00e3o, de Elvas, enfermeiro, que conseguiu \u00e0 \u00faltima hora f\u00e9rias para se juntar a n\u00f3s. Outro m\u00fasico que j\u00e1 vem tocando h\u00e1 muitos anos na nossa banda e que nos auxiliou foi o maestro da banda de Castelo de Vide, o ex\u00edmio clarinetista, Francisco de Jesus. Da Euterpe vieram dois elementos importantes, uma tuba e um bombardino, Ricardo Lopes e Lino Faca, respetivamente. O primeiro tem tocado v\u00e1rias vezes connosco no \u00faltimo ano e apesar da Filarm\u00f3nica do Crato ter v\u00e1rios elementos a tocar tuba, convidou desde logo este elemento a seguir viagem. Do Crato n\u00e3o puderam seguir v\u00e1rios m\u00fasicos, alguns estrat\u00e9gicos, como Ana Rei (flauta), Rafael Vivas (bombardino), Daniela Batista (clarinete), C\u00e1tia Ribeiro (saxofone) e Carlos Alberto Gir\u00e3o (percuss\u00e3o), entre outros. Acompanhou a sua banda natal o m\u00fasico Jo\u00e3o Jos\u00e9 Costa (trombone), que espalhou qualidade por terras a\u00e7orianas e ajudou a engrandecer a sua banda.<br \/>\nNo pr\u00f3ximo ano ser\u00e1 a vez de o Crato retribuir \u00e0 Ribeirinha aquilo que nos fizeram e estamos certos que os alentejanos tamb\u00e9m v\u00e3o ser capazes de proporcionar dias de cultura, amizade e muita m\u00fasica aos nossos amigos a\u00e7orianos.<\/p>\n<p>Esperamos vir a contar com o apoio da nossa C\u00e2mara e demais autarquias de freguesia. Para este interc\u00e2mbio a Filarm\u00f3nica do Crato contou com a oferta de 100 polos e 50 bon\u00e9s por parte da Uni\u00e3o de Freguesias e o munic\u00edpio apoiou com a ced\u00eancia de um autocarro e uma carrinha de Crato para Lisboa e vice-versa.<\/p>\n<p>[ngg_images source=&#8221;galleries&#8221; container_ids=&#8221;105&#8243; display_type=&#8221;photocrati-nextgen_basic_thumbnails&#8221; override_thumbnail_settings=&#8221;0&#8243; thumbnail_width=&#8221;120&#8243; thumbnail_height=&#8221;90&#8243; thumbnail_crop=&#8221;1&#8243; images_per_page=&#8221;20&#8243; number_of_columns=&#8221;0&#8243; ajax_pagination=&#8221;0&#8243; show_all_in_lightbox=&#8221;0&#8243; use_imagebrowser_effect=&#8221;0&#8243; show_slideshow_link=&#8221;0&#8243; slideshow_link_text=&#8221;[Show slideshow]&#8221; order_by=&#8221;sortorder&#8221; order_direction=&#8221;ASC&#8221; returns=&#8221;included&#8221; maximum_entity_count=&#8221;500&#8243;]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SERRA DA RIBEIRINHA, TERCEIRA &#8211; 10 a 17 DE JULHO DE 2017 A Filarm\u00f3nica do Crato viveu dias memor\u00e1veis na Terceira. 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