A Federação de Bandas Filarmónicas do Distrito de Portalegre realizou a sua Assembleia-geral ordinária nas instalações da sua filiada de Santo Amaro – OLEMSA – com alguma adesão mas também com algumas bandas filarmónicas a faltarem. A reunião decorreu na tarde de domingo, dia 12 de fevereiro de 2017.
Na mesma, para além da aprovação por unanimidade dos documentos constantes da ordem de trabalhos: relatório de atividades de 2016 e relatório de contas, plano anual de atividades para 2017, as bandas presentes aprovaram por unanimidade a reentrada da Sociedade Musical Euterpe, de Portalegre, e o aumento de quotas, por maioria. Com a entrada da Banda Euterpe, a Federação considera que tem a família musical toda reunida e que a sua ação será ainda mais forte e a união entre todas as bandas do distrito, uma realidade.
Foram ainda salientados os principais projetos desenvolvidos e a desenvolver. Assim sendo, abordou-se o Projeto Música na Terra, que leva a música às freguesias, o qual não tem tido muita aceitação por parte de câmaras e juntas de freguesia. Outro projeto que já tem muitos anos é a Rota dos Coretos no verão e o Festival Internacional de Bandas Filarmónicas, que este ano terá lugar em Monforte, a 2 de julho, homenageando o compositor monfortense, Alexandre Ribeiro. Haverá também um Festival de Orquestras que terá lugar na vila do Crato, em princípio em junho. O Dia Nacional das Bandas Filarmónicas, a 1 de setembro, poderá trazer um evento de certa grandeza, talvez na capital de distrito, sob a égide do Inatel. O mês da Música (outubro), inserido no Dia Mundial da Música, costuma ser muito aceite pelas bandas e orquestras distritais registando-se todos os anos cerca de 20 atividades um pouco por todo o distrito.
No que concerne às Orquestras, a Federação tem em franca atividade (e recomenda-se) a FISENA – com músicos séniores, composta com uma base de músicos de Nisa e do Crato e que é liderada pelo maestro António Charrinho, a qual já se apresentou em vários locais do distrito. Está em curso e deverá vingar, a Orquestra Distrital, que procura enquadrar todos os melhores músicos das filiadas na Federação e que no futuro integrará músicos de cordas. Este projeto tem vindo a crescer paulatinamente e já vai para o seu terceiro ensaio (dia 18/2). Tem estado sedeada no Crato, nas instalações da filarmónica local. É dirigida pelo maestro alegretense, Francisco Paixão, que deixou recentemente a Banda do Exército (como executante) e que promoveu um ótimo trabalho em bandas da região de Sintra, especialmente em Monte Abraão. Por fim, após alguns meses de suspensão, a FIJUNA – Filarmónica Juvenil – irá voltar à atividade para tentar implantar-se. A sua próxima atividade trata-se de um estágio de três dias, que irá decorrer em Castelo de Vide, pela Páscoa (10 a 12 de abril), com forte apoio da Fundação de Nossa Senhora da Esperança. É ainda possível vir a ocorrer outro estágio no início de julho, em Ponte de Sor. Esta orquestra conta com a direção musical do já citado maestro Francisco Paixão e com o apoio de vários monitores com provas dadas no panorama musical do distrito.
Por fim, um dos Projetos que mais orgulha a Federação, e que já está a dar francos resultados, é o “Aperfeiçoamento de Jovens Músicos”, realizado em parceria com a EANA – Escola de Artes do Norte Alentejano (Conservatório de Portalegre), levando os professores daquela escola às bandas durante os dias de semana para que os alunos e músicos mais jovens das filiadas aderentes evoluam com maior eficácia. Infelizmente, na maioria das nossas bandas, não há técnicos especializados na maioria dos instrumentos musicais. O projeto está a decorrer em Alter, Crato e Nisa e envolve cerca de 60 alunos e 10 professores praticamente em todos os instrumentos. A Federação deseja que este projeto cresça exponencialmente no próximo ano letivo, com a adesão de mais filiadas. A Federação de Bandas dá um apoio simbólico por cada grupo de trabalho e aguarda o apoio da Direção Regional de Cultura para poder aumentar o mesmo e estendê-lo a mais filiadas. Refira-se que as três bandas atrás citadas se encontram a fazer um enorme esforço com este Projeto, mas qualquer uma sente que não se trata de uma despesa. Pelo contrário, consideram que estão a investir capital em maior capital humano e musical. Em março, os alunos irão mostrar-se a público nas suas localidades e em junho far-se-ão encontros/audições entre todas as bandas aderentes.
A DIREÇÃO DA FBFDP – fev/17
